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A herança de ouro – Tiradentes e São João Del Rei (MG)
Artigos - Destinos
Na história brasileira, percebe-se que muitos séculos ou períodos foram marcados pela exploração ou cultivo predominante de um produto.
Estes produtos são chamados por muitos historiadores de “produtos-rei” ou “produtos-chave” e tiveram muita influência na forma como o país se desenvolveu ou foi explorado em seu período colonial. No início do período pré-colonial (1500) até meados do mesmo século, por exemplo, o produto-rei era o pau-brasil, mais encontrado em regiões costeiras e explorado com mão-de-obra majoritariamente indígena. Posteriormente, veio o ciclo da cana de açúcar, que perdurou até meados do século 17, quando os holandeses foram expulsos do Brasil e tornaram-se concorrentes na produção açucareira. Posteriormente ao ciclo da cana-de-açúcar, veio a exploração predominante de ouro que, até então, era muito tímida e pouco lucrativa para a coroa portuguesa. Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso (incluindo o atual estado de Mato Grosso do Sul) eram as principais regiões onde esta riqueza pôde ser encontrada e explorada. É por esta exploração aurífera que podemos começar a falar da cidade de Tiradentes, herdeira deste período tão rico de nossa história.
Tiradentes é uma das cidades que nasceram como vilas na época em que se começou a encontrar muito ouro no estado de Minas Gerais, no início do século 18. Localizada a aproximadamente 480 quilômetros de São Paulo e 190 quilômetros de Belo Horizonte, abraçada pela Serra de São José e com um pouco mais de 6.000 habitantes, Tiradentes guarda um conjunto arquitetônico muito bem preservado, tombado como patrimônio histórico pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1938. A cidade foi batizada com esse nome em homenagem ao grande líder da Inconfidência Mineira, nascido em 1746 em uma fazenda na região.

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O centro histórico de Tiradentes é um dos mais bem preservados de todas as cidades que compõem o circuito histórico mineiro. Passear pelas ruas de pedra, em meio a casas, igrejas e outras diversas construções da época de um Brasil que mal almejava ainda ser livre é, com certeza, uma viagem e tanto no tempo. Por isso, o melhor a se fazer quando chegar ao centro histórico é estacionar o carro e fazer todo o percurso a pé ou de charrete, opções mais viáveis para se aproveitar bem o passeio. Além disso, o calçamento de pedra que boa parte das ruas tem faz com que a circulação de carros seja um pouco mais dificultada.
Os passeios de charrete são oferecidos na praça central de manhã e de tarde. Os condutores das charretes são guias que, durante todo o percurso, contam a história da cidade e das construções pelas quais se passa. Já a partir do final de tarde, os passeios pelo centro histórico podem ser feitos a bordo das jardineiras (veículos de transporte coletivo típicos do começo do século 20) também conduzidos por um guia. Para aqueles que desejam fazer o percurso a pé, o trajeto pode ser iniciado também na praça central. Além dos ateliês, antiquários, lojas de artesanato e pousadas, encontram-se ao redor da praça bons restaurantes de comida típica mineira ou variadas. Porém, por ser uma cidade muito turística, os preços, no geral, não costumam ser muito baratos.
Ainda na praça central há a capela Senhor Bom Jesus da Pobreza, de 1771, uma das muitas construções religiosas que se encontra em Tiradentes. Se o visitante caminhar pela Rua Direita, uma das principais da cidade, terá à sua direita a Antiga Cadeia (hoje sede do Museu de Arte Sacra), construída em 1730 e reformada em 1835, após um incêndio ocorrido em 1829. Em frente à cadeia, tem-se uma das construções mais antigas de Tiradentes, a capela de Nossa Senhora do Rosário, cuja construção teve inicio em 1708 pelos escravos.
Entrando à direita algumas ruas depois, tem-se o Chafariz de São José, construído em 1749. Cada uma de suas saídas de água tinha uma função. As bicas da lateral esquerda serviam de bebedouro para os cavalos. Já as bicas frontais tinham a função de abastecer a vila com água potável e, finalmente, as bicas da lateral direita serviam para lavagem de roupas.

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Subindo a ladeira da Rua da Câmara chega-se à Igreja Matriz de Santo Antônio, cuja construção foi finalizada em 1752. A fachada da igreja teve planta do famoso escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Há ainda um relógio de sol original, esculpido por Leandro Gonçalves Chaves. A vista da imponente Serra de São José é, talvez, a melhor que se pode ter da cidade.
Andando pela Rua Padre Toledo, encontra-se o casarão onde ocorreu a primeira reunião dos inconfidentes, localizada ao lado da Igreja de São Evangelista. Este casarão foi a antiga residência do inconfidente Padre Toledo e hoje é um museu.

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Ainda no centro há cinco capelinhas, construídas entre 1730 e 1740. São as chamadas Capelas dos Passos, usadas durante a semana santa, na procissão do Senhor dos Passos. Outras construções religiosas podem ser destacadas na cidade, como o Santuário da Santíssima Trindade, cuja construção foi finalizada em 1810. Uma curiosidade: o triângulo que hoje é símbolo na bandeira de Minas Gerais representa a Santíssima Trindade, do qual Tiradentes, líder do movimento de conjuração mineira, era devoto. Tiradentes adotou o símbolo para que, juntamente com os dizeres “Libertas Quae Sera Tamen” (liberdade ainda que tardia), constituísse a bandeira da nova república idealizada pelos inconfidentes. O movimento fracassou, mas a bandeira acabou sendo adotada como bandeira de Minas Gerais em 1963.
Tiradentes é uma cidade muito pequena e tipicamente interiorana. Por exemplo, possui no máximo três farmácias, um pequeno mercado, duas agências bancárias (uma do banco Bradesco e a outra do Itaú), um posto de gasolina e uma delegacia. É muito comum as pessoas se reunirem nas praças, durante o dia ou durante a noite, ao redor dos bares e restaurantes, e passarem horas conversando ou simplesmente vendo o movimento. Desta forma, as principais atrações da cidade em si são as atrações históricas. Porém, ao seu redor há muitos atrativos ecológicos. Trilhas pela Serra de São José, passeios a cavalo, trilhas de jipe e passeios a cachoeiras são alguns atrativos que a natureza da região proporciona ao visitante. Além disso, há o passeio de maria-fumaça até a cidade de São João Del Rei. O trajeto de 12 quilômetros é percorrido em 35 minutos pela Serra de São José, margeando o Rio das Mortes. O passeio de ida e volta custa 20 reais e é feito de sexta-feira a domingo e em feriados nacionais. As saídas de Tiradentes são às 13h e às 17h. Já as saídas de São João Del Rei são às 10h e ás 15h.


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São João Del Rei

São João Del Rei é uma cidade maior que Tiradentes – tem por volta de 80.000 habitantes. É uma cidade mais comercial, possui um número maior de lojas, empresas e escolas. Há, inclusive, a Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ). Porém, o turista deve saber que a cidade fica vazia em boa parte dos sábados e aos domingos. O comércio praticamente fecha todo e as ruas ficam mais vazias. Por isso é comum ver mais gente em Tiradentes nos finais de semana do que em São João Del Rei. De noite, as pessoas costumam se juntar nos bares e no pequeno shopping da cidade.
Seu centro histórico é bem menor do que o de Tiradentes, contudo, vale a pena ser visitado. Destacam-se a antiga casa de Tancredo Neves (Solar dos Neves), o Teatro Municipal, a Igreja Nossa Senhora do Rosário e a Catedral Basílica Nossa Senhora do Pilar, esta última de 1721. Mais afastado do centro histórico está a Igreja de São Francisco de Assis, com detalhes em pedra sabão na sua fachada e palmeiras imperiais no seu amplo jardim de entrada. É, possivelmente, a mais bonita de todas as igrejas da cidade.


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A cidade é cortada pelo Córrego do Lenheiro e, mesmo nos finais de semana mais vazios, é gostoso passear por suas margens. De frente para ele há algumas belas construções, como a casa sede da prefeitura, o teatro municipal e a própria ferroviária. Nos finais de tarde, com sorte, consegue-se ver um bonito sol se pondo perto das torres da Igreja N. S. do Rosário.  


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Aproveito aqui para dar os meus agradecimentos à família Dirickson que, gentilmente, nos recebeu da melhor maneira possível. Mando um caloroso abraço aos nossos bons amigos de Tiradentes: Ted, Ana, Lia e Julia. Terminamos aquele final de semana com a boa sensação de termos feito ótimos amigos. Muito obrigado pelo carinho e hospitalidade!

Eventos importantes de Tiradentes:

Janeiro: na segunda quinzena do mês acontece a “Mostra de Cinema”. Sessões gratuitas e atividades relacionadas à sétima arte são promovidas durante os dias do evento.
Fevereiro: carnaval.
Março: celebração da “Semana Santa”. As Capelas dos Passos são abertas e há procissões pela cidade.
Abril: “Semana da Inconfidência”.
Junho: ocorre o “Jubileu da Santíssima Trindade”, uma importante festa religiosa, e o “Festival de Motos Clássicas”, evento que reúne motociclistas do país inteiro à cidade na última semana do mês.
Julho: acontece o “Inverno Cultura”, evento que reúne atrações musicais, teatrais e das diversas outras artes.
Agosto: o famoso “Festival Internacional de Gastronomia” é realizado.
Setembro: “Feira de Artesanato”, onde os diversos artesãos de Tiradentes expõem seus trabalhos.
Novembro: outro famoso encontro acontece na cidade, o chamado “Classic Fusca”. Amantes do Fusca do Brasil inteiro se reúnem no comecinho do mês.
Dezembro: Réveillon.

Sites recomendados para mais informações:

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